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Começamos um dia com o seguinte vídeo circulando nas redes sociais:

Nele vemos um sujeito extremamente despreparado falando uma imbecilidade, porém, exatamente o que o povo quer ouvir.

Primeiros temos que definir os conceitos de base monetária:

M1 – Dinheiro físico e depósitos em conta corrente

M2 –  M1 + todo tipo de investimento

M3 – M2 + Aplicações em fundos de renda fixa e títulos públicos de boa liquidez

M4 – M3 + demais títulos de mercado (incluindo títulos privados)

Velocidade da moeda – Representa a quantidade de vezes que uma unidade monetária trocou de mãos. No exemplo vamos supor que a quantidade de dinheiro é 50:

  • O fazendeiro gasta R$50 pelo conserto de trator do mecânico.
  • O mecânico compra R$40 de café do fazendeiro.
  • O mecânico gasta R$10 em queijo do fazendeiro.

Ou seja tivemos R$ 100 em transações e assim podemos dizer que a velocidade do dinheiro no exemplo acima é 2.

Ora se aumentarmos a base monetária (imprimindo dinheiro como a besta sugeriu), isto faria com que o dinheiro circulasse melhor pela economia certo? Errado, isto causaria um aumento de todos preços, fazendo com que o dinheiro impresso valesse menos do que o dinheiro antes da impressão. Exemplo:

  • Valor atual do dinheiro = 1 / Quantidade em circulação 1000 / Potencial de giro = 1000
  • Dobrando-se a quantidade 2000 / Valor do dinheiro 0,3 / Potencial = 800

Ou seja conseguimos estar num patamar pior que o anterior.

Portanto, com mais dinheiro em circulação, a população seria mais pobre. Para entender isso de forma lúdica sugiro assistir este episódio de Duck Tales

Já elaboramos diversos textos defendendo a estratégia correta de combate a crise, a qual está sendo bem executado pelo presidente Bolsonaro e sua liga da justiça.

Abaixo listaremos as análises já realizadas a cada nova sandice publicada:

Ensaio sobre a cegueira – trata da psicologia e do raciocínio obscuro das massas.

Se Haddad for eleito o dólar vai a R$ 5,00 – Explicação técnica dos eventos e preços atuais que nada tem a ver com as decisões do governo local.

O olho de Tandera – Como o raciocínio das massas se auto destrói, e como no caos não há socialismo.

O apocalipse bíblico no mundo moderno – Analogia entre a bíblia e o cenário atual (torcendo para estarmos errados).

6 motivos por que o socialismo não funciona – Dispensa explicações

desabastecimento

Nossa analogia de hoje trata do filme de José Saramago. A história trata de uma doença que deixava as pessoas cegas de um dia pro outro. Os primeiros infectados foram direcionados para uma casa, onde ficavam confinados e onde eram-lhe fornecidos produtos e serviços básicos para a manutenção da vida.

Com o passar dos dias, a infecção se tornou generalizada (inclusive para pessoas de fora da casa da primeira quarentena.

Portanto, os produtos que antes eram entregues pararam de chegar. Os internos tiveram que se organizar e racionar os itens para que sua sobrevivência fosse prolongada.

No grupo de infectados havia um homem que era cego de nascença. Este logo se aliou a um que possuía um revolver, instaurando uma espécie de ditadura do grupo.

Nossa analogia passa pelo homem cego de nascença. O fato dele ser muito mais adaptado que os demais (cegos recentes), ele podia manipula-los e aguentar situações mais severas que os demais. Isto o fez meio que um super homem dos cegos.

A Venezuela é o homem cego do filme. Os venezuelanos já vivem em caos social e desabastecimento há vários anos e portanto, a pandemia tratá pouca diferença para seu estilo de vida. Talvez sejam a nação que saia mais fortalecida nesta crise, não por mérito própria, mas por já serem acostumados ao caos apocalíptico.

Se não fosse o bastante, os hospitais Venezuelanos sequer tem água para tratar seus doentes. Já havíamos citado esta possibilidade no post “O diabo Venezuelano não bebe água“.

Não é possível prever o que acontecerá com o mundo, mas não podemos negar que os venezuelanos são o povo mais adaptado ao cenário atual.