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A metáfora do cobertor curto normalmente é aplicada quando temos uma situação onde não é possível atender os dois lados satisfatória mente. Ou seja, ou cobrimos a cabeça ou os pés.

Na economia isto não é diferente, cada atitude com determinado objetivo pode acabar abrindo um buraco em outra vertente. Vamos citar alguns exemplos:

1 – Corte da Taxa Selic

Ontem o COPOM reduziu nossa taxa básica de juros para 3% ao ano (menor patamar da história) com comentários sobre novos cortes na próxima reunião.

Pontos positivos: fomenta a atividade econômica real com geração de empregos

Pontos negativos: Estrangeiros deixam o país insatisfeitos com o retorno de seus investimentos, dólar sobe podendo gerar pressão inflacionária

2 – Impressão de dinheiro – Já abordamos este tópico nos textos “Foge Bino” e “A praga e a besta

Pontos positivos: Aumenta a base monetária forçando a circulação de dinheiro na economia.

Pontos negativos: Se não tiver destino assertivo pode gerar grande inflação sem nenhuma contrapartida de crescimento econômico.

3 – Flexibilização Trabalhista – Tema abordado no texto “CLT Bom ou ruim”

Pontos positivos: Melhora a competitividade dos produtos brasileiros no exterior o que permitiria maiores exportações, superavit e crescimento econômico

Pontos negativos: A baixa capacidade cognitiva de boa parte da população os faria vulneráveis a uma situação de quase escravidão.

3 – Reforma Tributária – No Brasil as empresas gastam mais de 2 mil horas por ano apenas para apurar quais e em qual percentual os impostos devem ser pagos.

Pontos positivos: Aumento da competitividade, segurança e estabilidade ao sistema

Pontos negativos: Não há

4 – Mudança para regime Parlamentarista –

Pontos positivos – No parlamentarismo não há a figura de um presidente mas sim um primeiro ministro que tem o dever de ser a voz do senado. Assim conseguiríamos um alinhamento de interesses, uma vez que Rodrigo Maia seria o responsável pelas atitudes nefastas que causa. Hoje, tudo de ruim que acontece no congresso é responsabilidade do presidente Bolsonado.

Como dizia o ditado: “Em caso de más notícias, mate o mensageiro!”

Pontos negativos – Desconhecidos

 

 

Sabemos que muitos brasileiros sonham com um emprego CLT. Em sua mente eles pensam que estão seguros cheios de penalidades e multas em caso de demissão sem justa causa.

O primeiro ponto é que a justa causa é praticamente impossível de ser conseguida. Dificilmente na justiça do trabalho um empregador vence este embate, não importando quão errado o funcionário tenha agido.

Vamos a um exemplo prático:

– Funcionário CLT – Salário R$ 10.000

– Custo para a empresa: R$ 17.000

– Funcionário recebe líquido de INSS e IR: R$ 7.000

  • Conclusão Primeira Etapa: 59% do valor se perdeu no caminho

Todos os produtos e serviços do país – 50% de impostos

Valor Líquido utilizado pelo trabalhador: R$ 3.500

Conclusão segunda etapa: 80% do valor se perdeu no caminho

Há países onde as alíquotas de impostos chegam a 60 ou 70%, como a Suécia. Porém, nestes países a população goza de um serviço público de qualidade e não precisa pagar pela iniciativa privada. No Brasil é simplesmente dinheiro jogado no lixo. E ainda há quem seja contra a reforma trabalhista.

Esta é de suma importância para o país poder aumentar sua competitividade com os EUA, por exemplo, com mão de obra qualificada e que em caso de demissão simplesmente é avisado ao final do dia, recebendo seus haveres até a presente hora e fim de papo.

Vamos mais além, analisemos o salário mínimo apenas com viés econômico sem influencia psicológica ou social.

Na mentalidade o empregado, este garante uma renda mínima suficiente para sua subsistência, porém, economicamente isto aumenta o desemprego.

Se uma empresa precisa de um empregado apenas em 2 dos 5 dias da semana, ela simplesmente não pode contratá-lo em regime CLT, pois teria de pagar o salário mínimo, mesmo ele não cumprindo a jornada de 44 horas semanais. Esta vaga então simplesmente desaparece.

O mesmo acontece para uma função com muita oferta ou muito pouco qualificada, sempre haverá o sub emprego para suprir tal demanda.

Nesta queda de braço entre patrões e empregados não há adversidade, apenas conflito de interesses.